SLAP Mobile
Neste manual

Manual do SLAP Mobile

Este manual é para quem vai conduzir o inventário patrimonial: a comissão, o setor de patrimônio e quem estiver com o celular na mão percorrendo as salas. Ele cobre o aplicativo inteiro, na ordem em que as coisas acontecem — da planilha exportada do SUAP até os arquivos que alimentam o relatório final.

Não é preciso ler tudo de uma vez. O índice leva direto ao ponto, e cada seção se explica sozinha.

Antes de começar

O inventário patrimonial é a conferência, item por item, do que o SUAP diz que existe. Alguém vai até cada bem, lê a etiqueta de tombo colada nele e registra onde ele está, de quem é, em que estado está e se está em uso. No fim, três listas: o que confere, o que precisa de correção no SUAP e o que não foi encontrado.

O SLAP Mobile faz esse trabalho sem internet e sem servidor. Cada celular carrega o inventário inteiro e funciona sozinho; quando dois aparelhos se encontram na mesma rede Wi-Fi, eles trocam o que cada um levantou.

O que você precisa ter:

  • A planilha exportada do SUAP, em XLSX ou CSV. É ela que diz quais bens existem, com tombo, descrição, sala e responsável.
  • Um ou mais celulares Android, versão 7.0 ou mais nova, com o aplicativo instalado. A instalação está em instalacao.md — inclusive como atualizar sem perder o que já foi levantado.
  • Uma rede Wi-Fi em comum, se mais de uma pessoa vai levantar. Só é necessária na hora de entrar no inventário e na hora de trocar dados; o levantamento em si não usa rede.
  • Um leitor de código de barras é opcional. O aplicativo lê pela câmera do celular e também aceita o tombo digitado.

Quem participa. Uma pessoa importa a planilha e cria o inventário. As outras entram por um QR code ou por um link, e a partir daí cada aparelho tem a cópia inteira. Não existe aparelho principal: qualquer um pode ficar sem bateria, sair da rede ou ser trocado sem interromper os demais — desde que o que ele levantou já tenha sido trocado com alguém.

Identidade: quem está levantando

Na primeira abertura, o aplicativo pede nome e matrícula. Não há senha, conta nem cadastro: os dois campos ficam gravados no próprio aparelho.

Eles servem a uma coisa só: dizer quem conferiu cada bem. Toda verificação registrada neste aparelho leva o seu nome, e ele aparece no detalhe do patrimônio ("Verificado por Ana Souza (2091234)") e nos relatórios exportados. Numa comissão com quatro pessoas, é o que permite voltar e perguntar a quem leu determinado item.

A matrícula é opcional, mas vale preencher: nomes se repetem, matrículas não.

Para trocar depois: Ajustes → Você → seu nome. A mudança vale das próximas leituras em diante; o que já foi registrado continua com o nome de quem registrou, que é o correto.

Identidade do aparelho é outra coisa. Além do seu nome, cada celular tem um identificador próprio, que o aplicativo usa para manter os dados coerentes entre os aparelhos. Ele não é mostrado em lugar nenhum além dos Ajustes, e só precisa ser trocado num caso específico, descrito em Perguntas e problemas comuns.

Criar o inventário

A lista de inventários é a primeira tela. Na primeira abertura, sem nenhum inventário, ela oferece dois caminhos no centro da tela; depois do primeiro, os mesmos dois passam a ficar no botão Novo, no canto inferior:

  • Importar de arquivo — para quem vai começar o inventário. Cria o inventário com nome e ano e importa a planilha do SUAP.
  • Ler o QR code de outro aparelho — para quem vai participar de um inventário que outra pessoa já criou. Recebe uma cópia pela rede local.

Puxando a lista de cima para baixo, ela é relida — e o aplicativo aproveita para conferir se há versão nova.

Um aparelho pode ter vários inventários ao mesmo tempo — o do campus deste ano, o do ano passado, o de uma unidade específica. Cada um é independente.

Nome e ano. O nome aparece em toda parte e vai no cabeçalho dos relatórios; use o que a comissão vai reconhecer, como "Campus Picos" ou "Campus Picos — Biblioteca". O ano separa inventários do mesmo lugar em exercícios diferentes.

Importar a planilha

A importação tem três passos, e o segundo é o que evita o erro caro.

1. Escolher o arquivo

Servem as duas origens, sem você precisar dizer de qual veio:

  • a exportação do SUAP;
  • a do inventario.ifpi.edu.br.

Os nomes das colunas são diferentes nas duas, e o aplicativo reconhece ambos. Aceita XLSX e CSV. Planilhas .xls antigas precisam ser abertas e salvas como .xlsx antes — o aplicativo avisa e não tenta adivinhar.

Enquanto o arquivo é lido, uma barra mostra quantas linhas já foram percorridas. Com a planilha de um campus inteiro — dez mil linhas — isso leva alguns segundos.

2. Conferir as colunas

As colunas são reconhecidas pelo nome, então a ordem na planilha não importa. Esta tela mostra o que foi reconhecido e, embaixo de cada campo, três valores de exemplo tirados da própria planilha.

Confira os exemplos, não só os nomes. Um cabeçalho pode enganar; o conteúdo não. Se a coluna "Tombo" mostrar descrições de móveis, o reconhecimento errou.

Para corrigir, toque no campo e escolha outra coluna. Campos que a sua planilha não tem ficam em "Não importar".

Campo Para que serve
Tombo Obrigatório. É o número que identifica o bem.
Código de barras O que o leitor lê. Pode ser diferente do tombo — no inventario.ifpi.edu.br ele está na coluna Número.
Descrição O que aparece na lista a cada leitura.
Sala Onde o cadastro diz que o bem está. Vira o valor "da planilha". Não confundir com Setor, que é a unidade administrativa.
Responsável De quem o cadastro diz que o bem é.
Elemento de despesa (ED) Usado no passo 3 para deixar grupos de fora. É o código (44905242), não o nome do grupo.
Valor Informativo, sai nos relatórios.

A tela também diz quantas linhas de dados o arquivo tem, o que é uma conferência barata: se a planilha do campus tem dez mil itens e a tela diz doze, alguma coisa está errada no arquivo.

3. Escolher o que fica de fora

O último passo lista os elementos de despesa encontrados, com a contagem de cada um. Desmarque os que não entram no inventário — material bibliográfico é o caso típico: a biblioteca tem dezenas de milhares de volumes que não são conferidos um a um.

Os itens desmarcados continuam no aparelho e podem ser lidos, mas ficam fora do progresso e dos relatórios. Sem isso, o inventário nunca chegaria a 100%.

No pé da tela, "N entrarão no inventário" é o número final. Toque em Importar.

Importar de novo, por cima

Reimportar a planilha no mesmo inventário — para corrigir uma coluna que entrou errada, ou porque o SUAP recebeu bens novos — acrescenta, e nunca apaga. Os itens que já existem são preservados com todo o levantamento feito neles; só os que faltavam entram. Ao fim, o aplicativo diz quantos entraram e quantos já existiam.

É seguro reimportar no meio do inventário, com dias de trabalho já feitos.

Compartilhar e entrar

Quem criou o inventário compartilha; os demais entram. Os dois aparelhos precisam estar na mesma rede Wi-Fi, e o aplicativo de quem compartilha precisa ficar aberto até o outro entrar.

No painel do inventário, toque no ícone de compartilhar. Há duas opções:

  • Mostrar o QR code — para quem está ao seu lado. A outra pessoa aponta a câmera.
  • Enviar um link — para quem está longe. Vai pela folha de compartilhamento do celular (mensagem, e-mail, grupo). O link não contém a chave do inventário.

O QR code contém a chave de acesso ao inventário. Mostre apenas a quem vai participar.

No aparelho que vai entrar: Novo → Ler o QR code de outro aparelho, e aponte para o código na tela do outro celular. O link também pode ser lido pela câmera, se quem convidou mostrar o link na tela.

O pedido de entrada

Ler o código não basta para entrar. O aparelho que vai entrar procura na rede quem tem aquele inventário e pede entrada; no aparelho de quem compartilhou aparece um aviso:

Pedido de entrada — Ana Souza quer entrar em Campus Picos 2026. Recusar · Aceitar

Só depois do Aceitar a chave é entregue e a cópia começa a baixar. O pedido vale um minuto; passado esse tempo, quem pediu tenta de novo.

Enquanto a cópia chega, a tela mostra o andamento: procurando aparelhos, baixando o inventário (com o tamanho já recebido) e, por fim, recebendo o levantamento que já foi feito. Num inventário de campus são alguns megabytes por Wi-Fi.

Quando os aparelhos não se encontram

É o problema mais comum em campo, e quase sempre é um destes:

  1. Não estão na mesma rede. Um no Wi-Fi, outro nos dados móveis, ou em redes diferentes do mesmo prédio.
  2. A tela de compartilhar foi fechada. Ela precisa ficar aberta no aparelho de origem.
  3. A rede isola os aparelhos. Muita rede institucional impede que dois celulares se vejam, por segurança. Não há o que fazer no aplicativo: ligue o ponto de acesso de um dos celulares e conecte os demais a ele. Funciona sem internet — o ponto de acesso serve só para os aparelhos se enxergarem.

Configurar as leituras

Antes da primeira leitura, o aplicativo pergunta onde você está e o que aplicar. É a tela mais importante do sistema: é dela que vem a velocidade do levantamento.

Campo O que fazer
Sala onde você está Texto livre, com sugestões da planilha. Pode ser um nome novo, que o SUAP ainda não conhece.
Estado de conservação Manter o do SUAP (padrão), Bom, Ocioso, Recuperável, Antieconômico ou Irreversível — os mesmos do SUAP.
Situação de uso Ativo, Ocioso ou Inservível.
Responsável Texto livre, com sugestões. Em branco significa "não alterar".

Estes valores são gravados em cada patrimônio que você ler, até que você os altere. Você configura uma vez e lê dezenas de itens sem tocar na tela.

"Em branco" no responsável é uma decisão, não um esquecimento. Deixando vazio, cada item lido mantém o responsável que veio do SUAP — que é o certo quando você está conferindo a carga de outra pessoa. Preencha apenas quando a carga realmente mudou.

Estado de conservação: "Manter o do SUAP" é o padrão. Cada item lido fica com o estado que o SUAP registra. Escolha outro estado só quando todos os itens que você vai ler estiverem nele — ou corrija item a item no detalhe. Estado diferente do SUAP aparece como divergência. Antieconômico e Irreversível ganham uma marca de atenção na lista e nos relatórios.

Situação de uso não vem da planilha — o SUAP não tem esse campo. Ela é levantada em campo e nunca aparece como divergência; Inservível ganha a marca de atenção.

Trocar a configuração: toque na faixa verde no alto da tela de levantamento. Mudar de sala é o motivo mais frequente, mas não é o único: o responsável, o estado e a situação mudam sem você sair do lugar.

Confirmação da sala. Se passarem horas sem nenhuma leitura — você voltou no dia seguinte, ou almoçou —, o aplicativo pergunta "Ainda em sala?" antes de gravar a leitura seguinte. A leitura que esbarrou na pergunta não é gravada: confirme ou troque a sala e leia de novo. É o que evita uma sala inteira registrada no lugar errado.

Levantamento

Esta é a tela onde o trabalho acontece.

No alto, a faixa verde mostra a configuração em vigor e, à direita, o contador da sala: 4/44 são as verificações feitas das 44 que a planilha aponta para esta sala. O +6 ao lado são itens que a planilha aponta para outra sala e que você encontrou aqui — eles não entram no denominador, porque ninguém os procuraria neste ambiente.

As três formas de ler

  • Leitor externo — o leitor se comporta como um teclado. O campo já está com o foco, e ele volta sozinho depois de cada leitura: dá para ler um item atrás do outro sem tocar na tela.
  • Câmera — o botão à direita do campo abre a câmera, que lê um código atrás do outro sem fechar entre um e outro.
  • Digitando — o tombo ou o código, e Enter.

O seletor acima do campo escolhe o que o número significa: Cód. barras ou Tombo. Se não achar no campo escolhido, o aplicativo tenta o outro antes de desistir — ler no modo errado não custa nada.

Os três retornos

Cada leitura responde com som, vibração, cor e texto próprios. O som é o que permite trabalhar sem olhar a tela, com a atenção na etiqueta e no bem.

Resultado O que significa O que fazer
Registrado (verde) Encontrado na planilha e gravado com a configuração atual. Nada. Siga para o próximo.
Já verificado (laranja) Este item já foi lido — por você ou por um colega. Decidir, veja abaixo.
Não localizado (vermelho) O código lido não está na planilha deste inventário. Veja abaixo.

"Já verificado" nunca é sobrescrito em silêncio. O aplicativo mostra quem verificou, onde registrou, e oferece duas saídas:

  • Manter — o registro anterior continua valendo. É o caso da releitura acidental, que é comum.
  • Regravar — grava de novo, com a configuração atual. Use quando o registro anterior está errado: o item foi lido na sala errada, ou o estado mudou.

"Não localizado" é diferente aqui e no painel. Numa leitura, significa que aquele código não está na planilha deste inventário — pode ser um bem de outra unidade, um patrimônio que o SUAP ainda não tem, ou um código lido errado. No painel do inventário, "Não localizados" é outra coisa: os itens da planilha que ainda não foram encontrados.

Diante de um "não localizado" numa leitura, confira se o número na etiqueta é o que apareceu na tela, e tente o outro modo (tombo em vez de código de barras). Persistindo, anote o item em papel: ele não está na planilha, e isso é informação para o setor de patrimônio.

A tela fica ligada

Durante o levantamento e com a câmera aberta, a tela não apaga sozinha. Nas demais telas o bloqueio segue o normal do celular. Isso se desliga em Ajustes → Manter a tela ligada.

Todos os itens

O painel do inventário mostra o progresso e os três grupos; tocar num grupo abre a lista filtrada por ele. Todos os itens abre a lista inteira.

Busca por tombo, número (código de barras) ou descrição. Zeros à esquerda não atrapalham: 19281 e 019281 encontram o mesmo bem. Na busca, 19281 também mostra o bem -19281 — mas são bens diferentes no SUAP (veja "Plaqueta antiga e plaqueta nova", abaixo).

Plaqueta antiga e plaqueta nova. No SUAP, tombo = número + 42535. A plaqueta antiga 23254 é o bem de número -19281, e pode existir um bem novo de número 23254. Se o número lido for de dois bens, o aplicativo não grava nada: mostra os dois, com tombo, número e sala, e você toca no que tem na mão. Pela câmera a leitura fica marcada como Ambíguo na lista; digite o número no levantamento para escolher.

Filtros — combinam entre si, com a busca e com o grupo que está aberto:

Filtro O que ele pergunta
Sala (planilha) Onde o SUAP diz que o item está.
Sala atual Onde o levantamento encontrou o item.
Responsável (planilha) De quem o SUAP diz que o item é.
Responsável atual De quem o item é depois do levantamento.
Estado de conservação Só existe em item verificado.
Situação de uso Só existe em item verificado.
Verificado por Quem registrou, em qualquer aparelho.

Os três últimos só existem em item encontrado: filtrar por eles é, na prática, pedir só os itens verificados.

O detalhe de um patrimônio

A tela é dividida em duas partes, e a divisão é proposital:

  • Dados da planilha (SUAP) — tombo, código de barras, elemento de despesa, descrição, sala, responsável, valor. Nunca mudam. É o que o cadastro dizia quando a planilha foi exportada, e é com isso que o levantamento é comparado.
  • Levantamento — sala atual, responsável atual, estado de conservação, situação de uso, além de quem verificou, quando, e se foi neste aparelho ou em outro.

Corrigir o levantamento de um item. O botão no pé da tela abre o formulário:

  • Em item já verificado, Editar levantamento muda o que foi registrado.
  • Em item ainda não encontrado, Verificar manualmente registra a verificação sem leitura — para o bem cuja etiqueta se soltou ou está ilegível.

Trocar dados entre os aparelhos

A troca é nos dois sentidos. Numa só ação, o aparelho manda o que você levantou e recebe o que o outro levantou. Nada é apagado, e não há risco de sobrescrever o trabalho de ninguém.

Os aparelhos da mesma rede se encontram sozinhos e aparecem na lista, com o nome de quem está usando cada um. Toque num aparelho para trocar com ele, ou em Trocar com todos para percorrer a lista inteira — nesse caso a tela diz em qual aparelho está ("aparelho 2 de 3").

Durante a troca, uma barra mostra o que está sendo recebido e o que está sendo enviado. Ao fim aparece um aviso com o resultado — quantos itens foram atualizados com o que chegou, quantas alterações suas foram para o outro aparelho, e quantos conflitos ficaram para conferir — que você fecha em OK. Com pouca coisa a trocar isso leva um instante, e o aviso é o que confirma que deu certo.

Depois, cada aparelho na lista mostra o resultado da última troca e o horário dela.

Com que frequência trocar? Sempre que houver oportunidade — no fim de cada bloco de salas, na hora do café, ao fim do dia. Enquanto o que você levantou está só no seu aparelho, ele se perde se o celular se perder. Depois da troca, está em dois lugares.

Conflitos

Duas pessoas podem alterar o mesmo item sem que nenhuma soubesse da outra — cada uma no seu aparelho, antes de trocarem dados. Isso é um conflito, e o aplicativo não decide sozinho qual valor é o certo.

Substituir um valor que você já conhecia não é conflito: é uma correção normal, e não gera aviso nenhum. O conflito é só o caso de duas escritas que se ignoraram.

Quando há conflito, um aviso aparece no painel e na tela de troca de dados. Abrindo-o, você vê os valores em disputa, quem registrou cada um e quando, com um deles marcado como Valendo — o aplicativo não deixa o dado indefinido enquanto ninguém decide. Toque em Usar este no valor correto, ou em Manter para confirmar o que já está valendo.

A decisão vale para todos os aparelhos na troca seguinte, e o conflito não volta a aparecer.

Relógios fora de sincronia

Se o relógio de um dos celulares estiver muito errado, a troca é recusada e nada é transferido. A tela mostra as duas horas lado a lado e o que fazer: ativar a data e a hora automáticas nos dois aparelhos, em Configurações → Sistema → Data e hora, e trocar de novo.

A recusa é proposital. A ordem das alterações depende do horário em que foram feitas; aceitar dados de um aparelho com a data errada contaminaria o inventário inteiro.

Relatórios

São quatro, cada um em XLSX ou CSV:

Relatório O que traz
Itens OK Encontrados e sem nenhuma alteração. Não precisam de atualização no SUAP.
Divergências Uma linha por campo alterado, com o valor do SUAP ao lado do encontrado.
Não localizados Estavam na planilha e não foram encontrados durante o inventário.
Inventário completo Todos os itens, com a situação e a classificação de cada um.

Os três primeiros são o resultado do processo, na divisão que a comissão precisa apresentar. O quarto é a base completa, para conferência.

Divergência existe em três campos: sala, responsável e estado de conservação. São os que também vêm da planilha do SUAP e que, portanto, têm um valor anterior com que comparar — o estado, quando o SUAP tem um. Situação de uso é levantada em campo e não tem base. O que exige providência (Antieconômico, Irreversível, Inservível) sai marcado como atenção.

Para que servem depois. Os arquivos alimentam o relatório final do processo de inventário, que é documentado e arquivado, e vão ao setor de patrimônio para atualizar as informações no SUAP — item a item, a partir da lista de divergências.

Os relatórios saem iguais em qualquer aparelho — depois de sincronizar. Antes da troca, cada aparelho só conhece o que ele próprio levantou. Antes de exportar o resultado final, troque dados com todos os aparelhos da comissão.

Ajustes

Ajustes fica no canto superior direito da lista de inventários.

Ajuste O que faz
Você Nome e matrícula que acompanham as suas verificações.
Manter a tela ligada Durante o levantamento e com a câmera aberta.
Som a cada leitura Um som diferente para registrado, já verificado e não localizado.
Vibrar a cada leitura Útil em biblioteca e sala de aula, com o som desligado.
Tema Claro, escuro ou o que o celular estiver usando.
Avisar de versão nova Ao abrir, pergunta ao GitHub qual é a última versão publicada. Não envia nada do inventário; dá para desligar.
Exportar cópia / Restaurar de uma cópia Veja abaixo.
Apagar tudo deste aparelho Tira todos os inventários daqui. Diz antes, em números, o que ainda não chegou a nenhum outro aparelho, e oferece a cópia de segurança. Seu nome, ajustes e a identidade do aparelho ficam.
Separar este aparelho de uma cópia Só num caso, descrito em Perguntas e problemas comuns.
Versão do aplicativo Qual versão está instalada aqui.
Licenças A do aplicativo (Apache 2.0) e, numa subseção, a de cada biblioteca e fonte usada.

Cópia de segurança

Exportar cópia grava todos os inventários deste aparelho num arquivo, que você guarda onde quiser — no próprio celular, no Drive, num pendrive. O painel de cada inventário também oferece Exportar cópia deste inventário, quando você quer só um.

Restaurar de uma cópia traz o que a cópia tem para este aparelho sem apagar nada: o que já está aqui permanece, e o que vier da cópia é acrescentado. Restaurar uma cópia antiga não desfaz o trabalho feito depois dela.

Quando isso importa:

  • Antes de reinstalar o aplicativo, se o Android recusar a atualização por cima.
  • Quando um aparelho vai ser trocado ou devolvido.
  • Ao fim de um dia de trabalho em que não foi possível trocar dados com ninguém.

A cópia não substitui a troca entre aparelhos: ela protege contra a perda do celular, mas não junta o trabalho da comissão. Para isso, troque dados.

Detalhes e o formato do arquivo estão em copia-de-seguranca.md.

Encerrar e reabrir o inventário

Terminado o levantamento e exportados os relatórios, Encerrar inventário (no menu do painel) fecha o processo: o inventário deixa de aceitar leituras e edições, e a tela de levantamento passa a explicar o bloqueio em vez de abrir. Os dados continuam todos lá, e os relatórios continuam sendo exportáveis.

Encerrar é uma marca do processo, não um apagamento. Se aparecer um bem esquecido numa sala, Reabrir inventário volta tudo ao normal.

O encerramento se propaga na troca de dados: encerrado num aparelho, encerra nos demais.

Apagar deste aparelho é outra coisa, e é definitivo neste celular. Antes de apagar, o aplicativo diz exatamente o que se perde — quantas verificações feitas aqui ainda não chegaram a nenhum outro aparelho. Se o aviso disser que nada se perde, o trabalho já está em outro lugar e pode voltar por uma troca de dados.

Perguntas e problemas comuns

O aplicativo não instala

O caminho completo, com os avisos que o Android mostra e o que responder a cada um, está em instalacao.md. O ponto mais frequente: é preciso autorizar a instalação a partir do aplicativo que abriu o arquivo — o navegador, normalmente. O APK é um só, e serve a qualquer celular Android.

Os aparelhos não se encontram

Confira, nesta ordem: os dois estão no mesmo Wi-Fi; o aplicativo está aberto na tela de troca de dados nos dois; e a rede não isola os aparelhos entre si. O terceiro caso é comum em rede institucional e não tem solução no aplicativo — use o ponto de acesso de um dos celulares e conecte os demais a ele.

O código lido não é encontrado

  • Confira o modo. O seletor acima do campo alterna entre código de barras e tombo. O aplicativo tenta os dois, mas vale conferir qual número está na etiqueta.
  • Confira se o item é deste inventário. Bens de outra unidade não estão na planilha.
  • Elemento de despesa excluído. O item é lido normalmente, e o aplicativo avisa que ele está fora do inventário.
  • Etiqueta ilegível. Procure o bem pela descrição em Todos os itens e use Verificar manualmente no detalhe.

Duas pessoas leram o mesmo item

Não é problema: o primeiro registro é preservado, e quem ler depois recebe "já verificado" com a opção de manter ou regravar. Se as duas alterarem o mesmo campo sem terem trocado dados antes, aparece um conflito para alguém decidir — veja Conflitos.

O relógio de um aparelho está errado

A troca com aquele aparelho é recusada até que a data e a hora sejam corrigidas, e nada é transferido. Ative a data e a hora automáticas nos dois celulares e troque de novo. Nenhum dado se perde enquanto isso: o que foi levantado continua no aparelho.

Dois aparelhos estão com a mesma identidade

Acontece quando a cópia de segurança de um celular é restaurada em outro e os dois passam a levantar ao mesmo tempo. A troca de dados detecta e recusa, dizendo qual aparelho está duplicado.

No aparelho que está duplicando — e só nele —, use Ajustes → Separar este aparelho de uma cópia. O aviso em destaque diz quantos inventários saem e quanto trabalho ainda não chegou a nenhum outro aparelho. Se a troca com algum colega ainda funcionar, faça antes: é o que salva esse trabalho. Depois, o aparelho passa a ser um novo participante e entra nos inventários de novo, pelo QR code.

O item lido demora a aparecer na lista

Não deve mais acontecer. Se acontecer, o levantamento não está perdido: o contador da sala, no alto da tela, sobe no momento da gravação, e o item está na lista de Todos os itens. Vale relatar numa issue.

Apareceu um aviso de versão nova

O aplicativo é instalado por arquivo, fora da loja, e nada mais avisaria que saiu uma versão corrigida. A faixa laranja aparece no alto da lista de inventários; tocando em Baixar nova versão, a página de instalação abre no navegador. Instalar por cima mantém os inventários — não desinstale.

Agora não tira a faixa enquanto o aplicativo estiver aberto. Fechando e abrindo de novo, ela volta, até a versão ser instalada. Para não ver mais nenhum aviso, desligue em Ajustes → Atualizações.

No pé da lista de inventários, abaixo do seu nome, fica a versão instalada. Quando o aplicativo consegue conferir e está em dia, aparece "atualizado" ao lado — nada aparece quando não houve como conferir.

Vale atualizar todos os aparelhos da comissão juntos: aparelhos em versões diferentes trocam dados normalmente, mas um deles pode estar com um defeito que os outros já não têm.

Não ouço o som das leituras

Confira Ajustes → Som a cada leitura e o volume de mídia do celular. Com o som desligado, a vibração e a cor continuam dando o retorno. Em biblioteca e sala de aula, deixar só a vibração costuma ser a escolha certa.


Onde mais procurar. A instalação está em instalacao.md; o que o aplicativo guarda e para onde vão os dados, na política de privacidade; o formato das cópias, em copia-de-seguranca.md. Dúvidas e problemas: issues do projeto.